Arquivos Mensais: abril 2009

O Espaço (título provisório)

Na hora do jantar saiu de súbito da mesa, foi até a janela da sala.
A Lua estava cheia e linda. Ficou olhando para o céu.

Senti tristeza, melancolia pura em seu olhar.

Estou curioso. O que aconteceu ? Arranjou um outro homem, está apaixonada ? Falta-lhe alguma coisa, parece tão infeliz… quase suspirando, enquanto olha para a Lua.

O que houve ? Pergunto. Olho com curiosidade. Ela nunca foi assim. Suspira sem tirar os olhos da Lua e responde: Precisamos de espaço… precisamos de espaço para nossos filhos brincarem, para nossos filhos subirem em árvores, para ser felizes.

Foi um choque. Pensei que estava tudo bem. Que éramos felizes. Pelo menos até ontem o comportamento aqui era de quem era feliz. Voltei à sobremesa, imaginando o que poderia fazer para atender essa espécie de pedido.

No dia seguinte, do meu trabalho, telefonei ao vizinho, com uma proposta irrecusável. No final da tarde, quando cheguei em casa, o muro que separava os quintais estava rompido. Levei minha esposa pela mão, sentia-me feliz.

Pronto ?

É, disse ela, não está mau. Mas é pouco. É o quintal nosso e o quintal deles. É preciso que as crianças se percam ! disse enigmática.

Ora. Não havia pensado nisso. Para mim estava perfeito. Era uma grande área, onde as crianças poderiam correr, brincar, se esconder, jogar bola. “Para mim está ótimo”, pensei, mas uma voz soprou, trás de mim : sua esposa quer diferente. Ora. Então no dia seguinte, telefonei ao outro vizinho.

Agora temos uma casa e dois quintais postiços. Que tal ?

Muito pouco, ela diz. Muito pouco. Você precisa pensar grande ! As crianças não podem correr esse pouquinho ! As crianças precisam sonhar, é disso que elas precisam !

Já estou comprando o quarteirão inteiro.

Pouco. Muito pouco. Pouquíssimo !

Corro em comprar os quarteirões em volta. Uma semana depois já sou dono do bairro. Não volto mais para casa , fico até tarde da noite acompanhando os moradores em suas mudanças, derrubando cercados, muros, descobrindo gramados verdes, plantas antigas, árvores de frutas que nem eu mesmo sei o nome. Um mês depois, a cidade me pertence. Ruas, praças avenidas… tudo meu. Tudo meu.

Encontro minha esposa e meus filhos, andam de bicicleta na praça em homenagem ao fundador. Parecem felizes.

E então ?

É… ainda falta bastante. Mas para o começo é bom, ela diz. Não vê como as crianças estão felizes ? Então…bastante espaço ! Nada que nos aprisione ! Muito, muito espaço !

Mandei hoje uma carta ao Presidente da República, propondo a compra do país. Prazo de pagamento largo, juros baixos. “É a melhor solução, tenha certeza que resolveremos todos os nossos problemas. O senhor há de convir que parece idéia de maluco comprar o País. Mas esteja tranquilo: não é nenhum maluco quem escreve a Vossa Excelência”. Datilografei o endereço, lambi as costas do selo, deixei que o envelope mergulhasse na caixa de cartas, que nem nadador nos cem metros rasos. Dei de costas e fui para casa.

Estava cansado. Tantos dias explorando meus novos domínios. Nossos, diria minha esposa. Nossos. Mas ainda é pouco, observa. Decidi voltar para casa, a tarde estava desabando, chegaria na hora do jantar.

Comemos em silêncio. Estou muito cansado.

A empregada retira os pratos. Estou absorto na sobremesa. Um dia fomos muito felizes. No outro, não podemos ter mais certeza de nada, não importa o quanto ganhamos, o quanto possuimos a mais do que antes.

Ela se levanta e vai até a janela da sala. E fica olhando para o céu, absorta.

Não. Não perguntarei mais nada. Não direi mais nada. A Lua Cheia já foi embora, agora temos Lua Nova. Já somos os donos da cidade, um dia vamos ser donos do país. Quando ela olha para o céu, acima do clarão da cidade, ela vê o escuro, vê as estrelas. Com seus olhos encantados ela vai de estrela a estrela, de asteróide em asteróide, de planeta em planeta.

Termino minha sobremesa em silêncio. Agora tudo é diferente.
Não querida, não : nem pensar.

Anúncios

O Bairro Sino-Japonês das Lembranças

Pelo telefone chega a notícia : mamãe está viva, está bem, está fora do país.

Mamãe está presa. Em uma penitenciária de segurança máxima, no bairro sinojaponês das lembranças daquele país.

Mais : mamãe será julgada, daqui há uns dias. Achei a notícia um absurdo, uma brincadeira de mau-gosto, no início. Eu vi minha mãe morta, em um caixão. Vi quando a enterraram. Vi quando o padre rezou em voz alta, para que todos ouvissem. E quando meu pai disse ao coveiro : “pode baixar o corpo à sepultura”. Por isso achei um absurdo.

Mamãe será julgada por algum crime, que não sabemos ao certo se foi cometido aqui ou afronta as leis do país onde existe o bairro sinojaponês das lembranças. Se culpada, pode ser condenada a receber uma injeção letal.

Nesse caso, Mamãe morrerá. Novamente.

Professores, colegas de escola, alunos cotizam-se, fretam um avião, telefonam-me : vamos assistir ao julgamento. Em um bar próximo à minha casa, engulo um sanduíche e compro vários pães de queijo, que minha mãe adorava. Se condenada, pão de queijo certamente fará parte do último desejo. Se permitido entregar antes o saquinho, entregarei.

Já estou no avião lotado de amigos e colegas. Lá vamos nós. Aviões fazem-me dormir profundamente. Fecho os olhos e respiro fundo.

O Bairro Sino-Japonês das Lembranças está lá, incontáveis horas de viagem, nos esperando. Quando chegamos, chove muito.  Se minha mãe está viva, devo provar isso. Nesse bairro as calçadas são largas, cheias de grama, e fartamente policiadas. Há praticamente soldados em todas as esquinas e sinto que talvez seja proibido andar por elas.

Chove muito, e misturo ansiedade e vontade de sair da chuva. Tropeço algumas vezes até encontrar uma grande porta, entre-aberta, e dentro dela uma luz ofuscante, não é possível ver ou distinguir nada. Entro. Por trás de mim, a porta se fecha.

Há um túnel, pequeno, estreito e iluminado, à minha frente. Vai dar em uma pequena arena, como se fosse uma arena de rodeio. Vejo as porteiras de e por onde prendem os touros. A arena está cheia de gente, colegas, amigos professores, alunos contidos em sua algazarra. Vejo um grupo de homens e mulheres, uma dúzia, vestidos com roupas iguais : os jurados. Súbito trazem minha mãe, e ela veste um macacão de presidiário laranja.

Ela acena para mim e sinto-me aliviado. Aceno para ela, acorrentada pelos pés e pelas mãos. Estou curioso para saber que crime cometeu. Deixam-na no centro da arena vazia. Os segundos seguintes demoram a passar e são de imensa expectativa. Bolas de sinuca, imensas, um metro de diâmetro, começam a surgir, em todos os cantos da arena. Bolas vermelhas, amarelas, verdes, pretas.

Mandam um homem uniformizado, magro, esquelético, e ele começa com toda a força, a empurrar as bolas na direção de minha mãe. Ela fica irritada e diz com toda força : “odeio esse homem !”. Sem piedade, ele vai empurrando, atirando com toda a força possível, que não é pouca. Ouvem-se gritos na multidão. Quando tudo termina, o homem está desmaiado no chão da arena, minha mãe está de joelhos com hematomas terríveis nos braços.

Uma escolta policial a recolhe e leva para uma sala. O homem que estava ali, estendido no chão, desaparece.

É uma sala de julgamentos. Escoltada por dois guardas, minha mãe no banco dos réus. Ouço-a pedir a palavra ao juiz : “uma vez que não tenho advogado, mas tenho direito a ter um, peço ao meritíssimo licença para defender-me das acusações que me inputam”.
As horas passam. Testemunhas chegam e partem. Melhor. São apagadas 

 Ouço, primeiro em tímido volume, e depois em um eco, repetido, dissonante : inocente, inocente, inocente, inocente.

Minha mãe já livrou-se das correntes. Já não veste o macacão cor de laranja. É só minha mãe, simples em suas simples roupas. Ela me abraça e eu sinto nesse abraço que morri, e que em um segundo só já voltei à vida. Ela distribui cumprimentos e abraços aos colegas, amigos professores, alunos. Está simplesmente feliz. É só minha mãe.

Pisca um olho para mim e me diz : agora, vamos embora para casa. Estamos no avião. Estou ao seu lado. Eu pergunto : você tem certeza que não precisa de nada ? Ela então diz : meu filho, eu estou com você e você está comigo. Estamos indo para casa. Isso não é o bastante ?

Depois de dias, horas, minutos, correria no bairro sino-japonês das lembranças, durmo em minha poltrona na classe econômica do avião que nos leva de volta para casa. Ao lado de minha mãe.

Chegamos em uma manhã fria e enevoada. Minha mãe dispensa vários oferecimentos de carona. Pegamos um táxi. Alguém já alertou antecipadamente meu pai. Muitos parentes estão à nossa espera. As calçadas da rua estão cheias de carros que já conhecemos. Meu pai já está do lado de fora da casa. Ele estende sua mão direita a minha mãe:

– Benvinda à sua casa.

Apertam as mãos e ela responde à bala : – Obrigado, mas essa casa nunca foi realmente minha. Sempre foi sua, nunca minha. Agradeço a gentileza, mas quero ir para uma casa que realmente seja minha.

Ruído de pratos e copos vindo da cozinha para a sala de jantar. Almoço e relatos. Sorrisos forçados, histórias que se contam mais de uma vez. Outros tantos sorrisos nervosos. Tempo que passa, vagaroso. Convidados que vão se retirando, casa que vai ficando vazia.  Despedidas.

Meu pai coloca em minhas mãos a chave de seu carro : – Leve sua mãe onde ela deseja ir. Aonde vamos, mãe ? – Ao Bairro Sino-Japonês das Lembranças. Há uma casa na qual os antigos professores podem morar de aluguel, paga-se muito barato. Fica perto da Universidade, dos meus livros, dos meus cursos, das minhas aulas.

Eu vou viver lá, para sempre. E se você quiser, poderá me visitar. Na nova casa, tomamos chá. Há um livro que eu gostaria que você lesse. Está na minha bagagem. Você espera um pouquinho, até que eu o traga ? Acho que você vai gostar muito… um minuto só que vou até o meu quarto pegá-lo. Está com minhas coisas, minha mochila. Ela levanta-se e sobe as escadas.

Demora, silêncio. Chamo minha mãe várias vezes em voz alta. Ninguém responde. Decido subir as escadas. Aconteceu alguma coisa ? Não há ninguém no andar de cima. A mochila não está onde deveria estar. Há algo de errado. Parece que a casa não é habitada há muitos anos. Mais : não há ninguém na casa. Somente eu. Eu, uma mesa de cozinha, duas xícaras usadas e um bule de água que não é mais quente: o chá agora está frio. Devo ir embora dessa casa.

O portão da frente está trancado como se nunca ninguém houvesse entrado dentro dessa casa. Não sou feliz. Não sou infeliz. O senso de medida disso é absolutamente impreciso. Vou de encontro à tarde fria e enevoada. Abro a porta do carro, coloco a chave na ignição. Arranco suavemente.

Tenho uma nesga de pensamento agradável.

Tantas voltas, apenas uma só descoberta. Minha mãe voltou para sua casa.

der umbestimmte Artikel *

Então ele estava nu, deitado de lado em uma grande cama, e ela estava deitada também, de lado, ao lado dele. Em posição fetal faziam uma concha. Haviam passado momentos de êxtase, tudo tinha sido muito rápido, e nos últimos tempos, tudo era muito rápido. E de olhos abertos ele olhava para as costas delicadas dela e impregnadas de sol, florestas de pelos descoloridos feito trigo em um campo imaginado, a ponta dos dedos percorrendo lenta a longa vereda até chegar na descoberta de um mamilo, o que provocaria um discreto gemido e um suspiro; já que tinha sido tudo tão rápido, ao menos essa exploração podia ser mais devagar. De olhos cerrados ela sorria, fingindo-se adormecida, e imaginava que aquele era mais um e que já haviam tantos, e que aquele mais um, era muito igual aos outros tantos, mesma mistura de bobice e inocência útil, mesma máscara de lobo revelando-se ingênuo igual a tantos outros, imagine o susto dele quando eu disser vá embora. As mãos voltaram às costas, às linhas simétricas e finas, quase paralelas, cintura de vespa que se alargava prazeirosamente nos quadris. Quando foi beijá-la na nuca, percebeu que o pé viajava vazio de onde era uma calçada até o desnível da rua: o peso inteiro do corpo, o despreparo, a queda : atrito nos joelhos, dor insuportável no pé. Porque não estava mais nu, estava vestido e não havia mais quarto e dentro do quarto imaginário não existia mais ninguém. Caído na rua deserta, esquina com avenida, vestido, sim senhor, sim senhora. Recompôs-se rapidamente, o pé ainda doendo, o sinal walk-don´t walk mudou de cor, foi de vermelho para verde. Rua deserta, avenida deserta, ninguém : era um sobrevivente. Não pode deixar de sorrir com a lembrança da imagem, que se esvaiu como a fumaça de um cigarro ; foi andando manquitola, mas com um sorriso de satisfação indisfarçável nos lábios. Agora para ele aquela rua e aquela avenida não eram lugares desertos. Moças passavam, algumas sorridentes, outras com um olhar silencioso que o seguia na extensão do cruzamento : com o olhar e com o sorriso, ele devorava lábios, imaginava franjas como as cortinas de um teatro cujo palco era a imaginação; seu olho clínico feito raio-x tentava advinhar seios, nádegas, pernas…mas estava sozinho. Pensou que tinha valido a pena a queda, a lembrança daquela tarde, a sensação de haver acordado sozinho; ela imaginou que sua fuga poderia ter o impacto de uma supernova explodindo, mas ele já sabia desde o primeiro momento em que seus olhares esbarraram um no do outro. Apenas sorriu e saboreou o momento. Ia chegando em uma praça grande, viu uma loja de roupas íntimas, abandonada como o resto da cidade. Roupas íntimas masculinas, roupas íntimas femininas. De todas as cores, modelos e tecidos. Manequins brancos na vitrine prinicpal. Homens, mulheres. Mulheres sim, de seios grandes. Mulheres de seios pequenos. Mulheres de quadris largos. Meninas. Homens carecas, olhando fixamente para o nada. Homens de grandes torsos. Homens magros. Bustos sem barriga e pescoço sem cabeça. A elegância em roupa íntima. A porta estava aberta, ele entrou. Por dentro as vitrines estavam abertas, de modo que galgou com facilidade os degraus da escada e ficou entre os manequins, admirando-os. Pensou em cada curva que milimetricamente havia saído de um molde industrial, pensou em cada insinuação de dobra, cada sugestão de curva, cada articulação que poderia ser conduzida de modo a proporcionar o máximo prazer. Então veio a idéia e mais o impulso, o impulso de despir-se e abraçar cada uma delas impunemente, foi tirando todas as roupas com sofreguidão e abraçou pelas costas a primeira que estava em sua frente, que usava um soutien meia-taça vermelho. Seu ponto-fraco era justamente o de desvencilhar o fecho e enquanto se confundia com as minúsculas argolas, suas pernas tocaram as pernas amputadas do manequim e ele então pensou mas o que estou fazendo. Deixou a respiração arfar até voltar ao normal. Olhou envergonhado para todos os lados, inútil pois estava realmente sozinho e não haveria ninguém para compartilhar a cena. Os manequins olhavam para o vazio. Foi colocando novamente todas as roupas, finalmente vestido, procurou um espelho, olhou-se, viu o cabelo, o branco do sorriso, a camisa abotoada, a camisa para dentro da calça. Ora essa, pensou, enquanto saia da loja deixando a cena intocável. Deixou a loja para trás e uns passos para adiante sorriu. Mas tem cada manequim…

(em alemão: o artigo indefinido)

Espere um Segundo

Se houvesse dito onde errei, teria chance ou de reparar meu erro ou de iniciar um novo caminho.
Mas nada me disse.

As cartas que lhe escrevi voltaram, devolvidas ao remetente.
O silêncio engoliu tudo.
Fiquei sem entender nada.

Engraçado : descobri hoje que suas verdades transcendentais não eram mais do que repetições do óbvio.

Não mais perder tempo.
Descubro que estou certo.

A Noiva (taken from the graphic novel)

Seu passo é lento : marcha a um altar invisível.

Percebo que seu vestido está encardido. Quando caminha em seu passo constante, vejo que roça no chão : a bainha logo logo vai puir, apodrecer. Todo o vestido está apodrecendo. O cabelo advinha-se loiro, claro. Chega a hora de encará-la frente a frente : a maquilagem saiu e borrou inteiramente os olhos, feito máscara de carnaval.

Ele nem chegou a dizer na minha frente que não me queria mais, ela lembra. A Igreja cheia de gente. Eu e meu pai, esperando dentro do carro. Pode ser que ele ainda venha. Meia-hora,uma hora, ele não chegava. As pessoas começaram a sair da Igreja. Passavam por mim com o olhar baixo, desalento. Outras sorriam, por educação.

Não consigo ver o fundo de seus olhos: a maquilagem saiu, os olhos ficaram inteiramente negros. Não consigo ver as órbitas dos olhos, o branco dos olhos. Sei que eles me seguem.

Ele podia ter dito que não me queria mais, ela pensou ; seu estômago era puro ódio, seu ventre era pura fúria.

Voltei para minha casa, chorei até a última gota de lágrima. Rolei na cama noites de insônia, bêbada de cair.
Á noite tive fome, comi o bolo de noiva inteiro. Até o último pedaço. Tinha licor na massa do bolo, fiquei tonta. Se ele tivesse dito antes que não me queria mais, talvez até pudesse entender.
Não sei se ele tem outra. Claro que tem outra ! Agora sinto nojo. Não posso pensar, olhar para os lados. Ele tem outra, sim senhor. Sim senhora.

Vou pegar esse sujeito pelo pescoço,
vou fazer pagá-lo pelo que fez e pelo que não fez.

Eu sou a Noiva. Eu sou a princesa,
que o cavaleiro chamou,
e que vem salvar o cavaleiro das garras do dragão
que é ele mesmo.

Vou pegar todos os sujeitos pelo pescoço,
Aqueles que abandonam suas donzelas no altar,
Aqueles que matam seus amores, que ferem suas crianças,
Aqueles que oprimem seus fracos.

Vou pegar todos eles,
e faze-los pagar,
ainda que não tenham feito nada.

Eles verão que no fundo dos meus olhos, há alguém que os enxerga.

Eu sou a Noiva. Caminho vinda de um altar invisível.
Agora está feito : os convidados invisíveis exultam sua alegria invisível.
Pode beijar a Noiva.

Abril, 2009

I am alive

Voltei. Não sei por quanto tempo.

Mas voltei.  E é bom voltar.